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O rei amado
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Descrição
O romance parte do mistério histórico que envolve o desaparecimento do jovem rei D. Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir, em Agosto de 1578. Em vez de aceitar a versão oficial da sua morte no campo de batalha, o autor constrói uma narrativa alternativa, envolta em intrigas políticas e diplomáticas, onde o monarca português sobrevive, mas é mantido prisioneiro. A história inicia-se com uma ordem enigmática: um prisioneiro de grande valor deve ser levado para o mais remoto e inacessível oásis do deserto, onde deverá permanecer oculto para sempre, sob o mais absoluto silêncio sobre a sua identidade e sobre quem o entregou. A partir daí, Vázquez-Figueroa tece uma trama de conspirações que envolve as principais potências do final do século XVI. Filipe II de Espanha, interessado em anexar Portugal, o Papa Clemente VIII, os reis mouros vencedores da batalha e até as repúblicas italianas surgem como atores de um jogo de interesses cruzados, em que o destino de D. Sebastião é manipulado para servir ambições políticas e territoriais. O livro retrata D. Sebastião como o Rei Amado, figura carismática e impetuosa, profundamente querida pelo povo português, que via nele a esperança de glória e independência. A narrativa explora as lacunas históricas e lendárias em torno do monarca nomeadamente a crença sebástica de que ele regressaria num dia de nevoeiro para salvar o reino e constrói uma aventura cheia de acção, diálogos ágeis e descrições vivas, reminiscentes de romances clássicos como Os Três Mosqueteiros ou O Conde de Monte Cristo. Sem revelar pormenores do enredo nem do destino final do rei, o romance oferece um retrato humano e épico de um soberano que, mesmo afastado do trono, continua a simbolizar o desejo de liberdade e a identidade portuguesa face às forças que o querem apagar.
Detalhes
AUTOR:
Alberto Vazquez-Figueroa
EDITORA:
Edições DIFEL
Obs./ Outros dados:
Nenhum detalhe adicional fornecido.
ANO DA EDIÇÃO:
2006
Nº PÁGINAS:
260