|

A revolução Tomista

Descrição

Ensaio filosófico que defende o tomismo como a verdadeira revolução do pensamento humano, capaz de responder aos desafios da modernidade. O autor começa por diagnosticar a carência filosófica portuguesa e europeia, marcada pela influência de correntes modernas que desviaram o pensamento do realismo e da metafísica. Critica especialmente o naturalismo, o positivismo e o materialismo, que reduzem o homem e a realidade a dimensões empíricas ou sensíveis, ignorando as causas primeiras e a ordem ontológica. Ameal apresenta a obra de São Tomás de Aquino como uma autêntica revolução intelectual. Ao integrar harmoniosamente a razão e a fé, Aristóteles e o cristianismo, o Doutor Angélico realizou uma síntese superior que supera tanto o racionalismo unilateral como o fideísmo. Esta “revolução tomista” não consiste numa rutura arbitrária, mas num retorno à linha de permanência do pensamento humano, repensada com os instrumentos conceptuais do tomismo. O livro sublinha a atualidade do tomismo face aos problemas contemporâneos: a restauração da metafísica como ciência primeira, a defesa de uma antropologia realista (unidade substancial de corpo e alma), a hierarquia dos saberes e a possibilidade de um conhecimento verdadeiro da realidade. Longe de ser um mero regresso arqueológico, o tomismo oferece-se como via de renovação, apta a dialogar com a sensibilidade moderna sem comprometer os princípios perenes. Em suma, Ameal propõe o tomismo não como uma filosofia entre outras, mas como o pensamento que restaura a ordem natural e sobrenatural, permitindo ao homem reencontrar o caminho da verdade, do bem e da civilização cristã. O ensaio é, assim, um apelo à conversão intelectual e cultural através do retorno ao Aquinate.

Detalhes

AUTOR:
João Ameal
EDITORA:
Edições Braga (editora)
Obs./ Outros dados:
Teologia, Espiritualidade e Formação Cristã
ANO DA EDIÇÃO:
1952
Nº PÁGINAS:
151