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A democracia à prova
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Descrição
Esta obra não é um tratado seco de ciência política. É quase um alerta urgente, escrito por um sociólogo francês que olha para o final do século XX e vê a democracia a ser testada nos seus limites. Wieviorka observa como o nacionalismo, o populismo e a etnicidade se transformam em forças que abalam os alicerces da vida em comum. De um lado, a promessa iluminista de igualdade e universalismo; do outro, a força irresistível das identidades particulares, dos nós contra eles, dos apelos emocionais que fazem as pessoas sentirem-se ameaçadas na sua própria casa. O autor não se limita a descrever o problema. Ele mergulha nas dinâmicas que fazem o racismo e o etnocentrismo ganharem novo fôlego, mesmo em sociedades que se dizem modernas e tolerantes. Mostra como o populismo se alimenta do medo e da frustração, como o nacionalismo pode vestir-se de defesa cultural para excluir o diferente, e como a etnicidade, longe de ser apenas uma herança do passado, se torna uma arma política viva no presente. O que torna o livro especialmente instigante é a forma como Wieviorka liga tudo isto à própria sobrevivência da democracia. Será que ela consegue integrar a diferença sem se desfazer? Consegue responder ao desejo de pertença sem cair no fechamento tribal? Ou será que, perante a globalização, as migrações e as crises económicas, a democracia revela-se mais frágil do que pensávamos? Não esperes respostas simples nem soluções mágicas. O livro levanta perguntas incómodas, analisa mecanismos sociais com clareza e deixa-te com a sensação de que o futuro não está escrito depende, em grande medida, de como lidamos hoje com estas tensões.
Detalhes
AUTOR:
Michel Wieviorka
EDITORA:
Edições Instituto Piaget (Editor)
Obs./ Outros dados:
Ciências Sociais, Política e Sociologia
ANO DA EDIÇÃO:
1995
Nº PÁGINAS:
210