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Turista à força
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Descrição
Não é um guia de viagens nem um diário de férias românticas. São crónicas escritas entre 1991 e 1995, reunidas num volume que nos faz rir, resmungar e, muitas vezes, reconhecer-nos no espelho. A autora, socióloga de formação e observadora implacável da vida portuguesa, conta as suas andanças forçadas por esse mundo fora hotéis estranhos, turistas em manada, guias que falam demasiado, comidas que não pedimos e, acima de tudo, o contraste constante entre o que esperávamos encontrar e o que realmente se passa. Maria Filomena Mónica não tem papas na língua. Com um humor seco, elegante e muito lisboeta, vai desmontando as pequenas (e grandes) ridicularias do turismo: o incómodo de ser turista, a forma como os locais nos olham, a mania de querer ver tudo em três dias, a nostalgia que nos assalta quando estamos longe de casa. E, no meio disto tudo, vai deixando escapar reflexões finíssimas sobre quem somos nós, os portugueses, quando saímos da nossa concha. O tom é leve, mas nunca superficial. Lê-se como quem conversa com uma amiga inteligente e mordaz que não tem medo de dizer o que pensa. Por vezes faz-nos rir alto com uma observação certeira; outras vezes deixa-nos a pensar pois é, é mesmo assim.
Detalhes
AUTOR:
Maria Filomena Mónica
EDITORA:
Edições Quetzal, S.A. (Editor)
Obs./ Outros dados:
Nenhum detalhe adicional fornecido.
ANO DA EDIÇÃO:
1996
Nº PÁGINAS:
181