História diplomática de Portugal
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Descrição
O livro que não te conta a história de Portugal pelos campos de batalha ou pelas caravelas solitárias no mar, mas sim pelo jogo subtil das palavras trocadas em salões, pelos tratados assinados à luz de velas, pelos casamentos reais que valiam mais que exércitos inteiros e pelas traições que mudavam o mapa do mundo sem disparar um único tiro. É exatamente isso que História Diplomática de Portugal, de Pedro Soares Martinez, faz ao longo das suas 615 páginas densas mas fascinantes, editadas em 1986 pela Verbo. Na capa, vê-se uma imagem clássica e elegante que já promete gravidade e aventura: o título em letras sóbrias sobre um fundo que evoca velhos pergaminhos e brasões, como se o próprio livro fosse um documento antigo que alguém acabou de desenterrar dos arquivos de Lisboa. O autor leva-nos pela mão desde os primeiros dias da nacionalidade, quando o Condado Portucalense ainda era um pedaço de terra disputado entre reis e senhores, até ao fim da Monarquia. Não é uma seca lista de datas e embaixadores: é a história viva dos nossos aliados de ocasião, dos inimigos eternos, dos acordos que salvaram o reino e dos que quase o afundaram. Vais descobrir como D. João I negociou com Inglaterra a aliança mais antiga do mundo ainda em vigor, como os reis portugueses dançaram entre Espanha, França e o Papado para manter a independência, ou como a diplomacia lusa abriu portas (e por vezes fechou-as com estrondo) no ultramar, desde o Tratado de Tordesilhas até às complicadas relações com o Brasil independente. Martinez revela os bastidores: os embaixadores que chegavam exaustos depois de semanas a cavalo, as cartas cifradas, as promessas quebradas e as genialidades que permitiram a um país pequeno, à beira da Europa, jogar no mesmo nível das grandes potências durante séculos. Há momentos de puro suspense — imagina o rei a equilibrar-se entre a guerra e a paz enquanto os espiões rondavam —, há humor involuntário nas vaidades dos cortesãos e há, acima de tudo, uma lição atualíssima: o poder nem sempre se conquista com espadas; muitas vezes ganha-se com palavras bem escolhidas e timing perfeito.