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A burla do 28 de Setembro
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Descrição
Imagina um Portugal ainda a cheirar a cravos, em 1974, logo depois do 25 de Abril ter aberto as portas da liberdade
e de repente tudo parece prestes a dar meia-volta. É precisamente aí que entra A Burla do 28 de Setembro, do jurista António Maria Pereira um livro de 1977 (aliás, com cerca de 330 páginas, publicado pela Bertrand) que lê como um thriller político escrito por alguém que esteve dentro da história
e às vezes atrás das grades do Forte de Caxias. O autor pega num dia concreto aquele 28 de Setembro de 1974 e desmonta, com calma de advogado e olho clínico, o que muitos consideram o primeiro grande golpe contra a revolução ainda no berço. Uma chamada maioria silenciosa que queria sair à rua em apoio ao general Spínola, barricadas por todo o lado, arsenais escondidos, movimentações militares estranhas, uma tentativa de impor uma democracia musculada que afinal cheirava a autoritarismo reciclado
Pereira conta tudo isso como quem vai puxando o fio de uma enorme burla política: quem organizou, quem se escondeu por trás, que armas estavam prontas para aparecer, como o sonho de um Portugal diferente quase foi esmagado antes mesmo de ganhar forma. E o melhor? Ele escreve com paixão, mas sem perder a cabeça. Viveu os acontecimentos por fora e por dentro (sim, incluindo a prisão), e mesmo depois de tudo ainda acredita que o 25 de Abril valeu mesmo a pena. Se queres perceber porque é que aqueles meses loucos entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro foram tão decisivos, porque é que Spínola caiu, e como Portugal escapou por pouco a um caminho muito diferente
este livro lê-se de um fôlego. É história viva, contada por quem a sentiu na pele e que ainda hoje nos faz pensar: E se tivesse corrido de outra maneira?
Detalhes
AUTOR:
António Maria Pereira
EDITORA:
Edições Bertrand
Obs./ Outros dados:
Nenhum detalhe adicional fornecido.
ANO DA EDIÇÃO:
1976
Nº PÁGINAS:
315