O pensamento vivo de Rousseau
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Descrição
Rolland não nos dá uma biografia seca nem uma tese pesada. Em vez disso, deixa-nos ouvir a voz viva de Rousseau: o homem que sonhava com uma educação que respeitasse a natureza da criança (como no Emílio), que via na desigualdade não um destino, mas uma ferida criada pela civilização, e que imaginava um contrato social onde o povo, e não os reis ou os ricos, fosse verdadeiramente soberano. Há páginas em que sentimos o ardor romântico de Rousseau a defender a liberdade autêntica, a bondade original do ser humano, a importância de seguir o coração e a consciência em vez das convenções vazias da sociedade. O que torna este livro especial é precisamente o jeito de Rolland: ele ama Rousseau, compreende as suas contradições (aquele homem que escreveu sobre educação mas abandonou os próprios filhos, por exemplo), mas não o desculpa nem o canoniza. Mostra-nos um pensador que ainda hoje nos incomoda, nos faz perguntar se não estaremos todos demasiado domesticados, demasiado longe da natureza, demasiado presos a cadeias invisíveis que nós próprios ajudámos a forjar. Se tens curiosidade por ideias que mexem com a liberdade, com a educação verdadeira, com o que significa ser livre numa sociedade que tantas vezes nos sufoca, este livrinho é uma porta aberta. Não é um tratado difícil: é um encontro. E depois de o leres, é bem possível que fiques com vontade de ir diretamente às palavras do próprio Rousseau — ou, pelo menos, de olhar para o mundo à tua volta com olhos um pouco mais despertos e menos conformados.