Marcos da Arte Portuguesa
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Descrição
Marcos da Arte Portuguesa (1986, Edições Alfa), coordenado por António Martinho Baptista e com outros bons nomes da especialidade, não é daqueles calhamaços académicos pesados que metem medo. É antes uma espécie de álbum inteligente, daqueles que podes folhear no sofá numa tarde chuvosa e acabar por ficar com vontade de ir ver igrejas, cruzeiros e talha dourada ao vivo. O truque está na fórmula: cada página dupla é dominada por uma fotografia a cores, grande, bonita, de qualidade (para a época, excelente mesmo). Do lado oposto, um texto curto, direto, sem tretas nem palavreado complicado, que explica o que estás a ver, conta o contexto e deixa-te com aquela sensação de “ok, isto faz sentido, quero saber mais”. São marcos mesmo — aqueles momentos, objectos e obras que, para muita gente, definem o que é ser arte portuguesa: o românico rústico e poderoso, o manuelino que cheira a mar e Descobrimentos, a talha barroca que parece explodir de ouro, os azulejos que contam histórias nas paredes, os painéis de pintura quinhentista com aquela luz própria... Tudo isto aparece aqui selecionado com critério e carinho, sem tentar esgotar o assunto, mas antes mostrando o que realmente marca. É um livro que não quer ensinar tudo, quer é despertar. Depois de o leres (ou melhor, depois de o veres), passas a olhar para muitas coisas antigas em Portugal com olhos diferentes: reparas no pormenor, sentes o gosto popular misturado com a sofisticação, percebes porque é que o nosso barroco não é igual ao de mais ninguém.