Esculápio diz o que pensa
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Descrição
Imagina um médico antigo, o tal Esculápio, deus da cura na mitologia, mas que em vez de ficar calado a receitar emplastros e infusões, resolve abrir a boca e dizer tudo o que lhe vai na cabeça sobre a medicina, os médicos, os doentes e o mundo da saúde em Portugal nos anos 70. Pois é exatamente isso que Pedro Mayer Garção dá voz a esse Esculápio irreverente, mordaz, que não tem papas na língua. Aqui não há linguagem empolada de tratado académico, nem paninhos quentes. É um discurso directo, por vezes azedo, por vezes hilariante, cheio de ironia bem portuguesa, sobre o que está errado (e o que continua errado décadas depois) na forma como se faz medicina, como se tratam as pessoas e como os próprios médicos se veem a si mesmos. É daqueles livros que se lêem num par de tardes, mas que ficam a martelar na cabeça. Faz-nos rir com o absurdo de certas situações, depois ficamos pensativos... e, no fundo, dá vontade de perguntar: "Caramba, isto foi escrito há mais de 50 anos e ainda faz tanto sentido?" Se gostas de textos que picam sem dó, que criticam com inteligência e bom humor, e que falam da saúde sem rodeios nem publicidade enganosa — este pequeno clássico esquecido do início dos anos 70 pode surpreender-te bastante.