Cinema e ficção científica
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Descrição
Não é daqueles tratados pesados e cheios de teoria seca. É antes uma conversa apaixonada e direta sobre como o cinema, desde os truques mágicos de Méliès no início do século XX, foi capturando o fascínio humano pelo impossível científico: viagens no tempo, monstros criados em laboratório, invasões de extraterrestres, máquinas que devoram o futuro ou salvam a humanidade. Os autores mergulham nos grandes clássicos da época — Metrópolis, Frankenstein, O Dia em que a Terra Parou, O Homem Invisível, A Guerra dos Mundos de 1953, Vampiros de Almas — e mostram como estes filmes não são só entretenimento: eles refletem os medos reais da sociedade (a bomba atómica, o comunismo, a desumanização pela técnica), mas também os sonhos loucos de escapar da gravidade da Terra ou de sermos visitados por algo maior. O tom é entusiasta, quase como dois amigos cinéfilos a discutir à mesa de um café o que é que torna um filme de ficção científica inesquecível: o espanto visual, a angústia do desconhecido, a forma como o ecrã transforma ideias malucas em imagens que nos ficam coladas à retina. Se gostas de cinema antigo, de ver como o imaginário científico dos anos 20 aos 60 se transformou em imagens poderosas, e queres perceber por que razão filmes de há 60-70 anos ainda conseguem arrepiar-nos hoje, este livro pequeno é uma pérola. Lê-lo dá aquela sensação de abrir uma cápsula do tempo do cinema fantástico — e sai-se com vontade de rever logo meia dúzia de clássicos com olhos novos.