A tia Júlia e o escrevedor
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Descrição
A televisão ainda era coisa de ficção científica e a rádio mandava em tudo: nas emoções, nos sonhos e nos mexericos das famílias. É nesse mundo sonoro e quente que conhecemos o Varguitas, um miúdo de dezoito anos, estudante de Direito, aspirante a escritor e empregadinho numa estação de rádio onde basicamente faz de tudo um pouco. Vida normal, certo? Até que aterra na família a tia Júlia, recém-divorciada, boliviana, cheia de personalidade, charme e uns bons anos a mais do que ele. E pronto… o que não podia acontecer, acontece. Um amor proibido, escandaloso, hilariante e ao mesmo tempo comovente, daqueles que fazem a família inteira entrar em curto-circuito. Mas espera, a coisa não fica por aqui. Paralelamente (e que paralelamente tão genial!), aparece o Pedro Camacho, um boliviano excêntrico contratado pela mesma rádio para escrever e gravar aqueles folhetins radiofónicos exagerados, cheios de drama, traição, vingança e lágrimas. O homem é uma máquina: escreve sem parar, tem uma imaginação doida e as pessoas da cidade param tudo para ouvir as suas histórias mirabolantes. E depois… depois começa a confusão. De um lado o romance real que abana as estruturas sociais, do outro as novelas que vão ficando cada vez mais loucas e descontroladas. As duas histórias crescem, cruzam-se, misturam-se, até que já não sabemos bem onde acaba a realidade e onde começa a ficção. A tia Júlia e o Escrevedor é divertido do princípio ao fim, tem humor inteligente, diálogos que se ouvem na cabeça, cenas embaraçosas que nos fazem rir alto e, ao mesmo tempo, uma ternura enorme por aqueles personagens que se atiram de cabeça ao absurdo do amor e da criação. É daqueles livros que quando acabamos ficamos com pena de sair daquele mundo. E com vontade de ligar a rádio só para ver se calha ouvir um daqueles folhetins impossíveis…