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A comunicação mundo, história das ideias e das estratégias

Descrição

O autor conta-nos, de forma clara e sem rodeios, como nasceu esta “comunicação-mundo” que hoje nos parece tão natural. Do telégrafo ao satélite, das grandes agências noticiosas às bases de dados globais, as redes multiplicaram-se e deslocaram as fronteiras do planeta como nunca antes na história da humanidade. Mas Mattelart não fica só pela tecnologia: ele mostra-nos que tudo isto anda de mãos dadas com a emergência de uma economia-mundo e de uma sociedade-mundo. O livro organiza-se em três grandes eixos que prendem logo a atenção: a guerra, o progresso e a cultura. Descobrimos como os Estados, desde a Guerra da Crimeia até às guerras do Golfo, construíram métodos de propaganda e de guerra psicológica que ainda hoje estão no coração da comunicação global. As técnicas de persuasão, de controlo da opinião pública e de “gestão invisível” das multidões não surgiram por acaso – foram forjadas em tempos de conflito e depois adaptadas à paz. Depois, Mattelart avança para o papel do progresso técnico e das ideologias que o acompanharam. E, finalmente, entra na cultura: será que toda esta interligação nos leva a uma “cultura-mundial” uniforme, fabricada pelas grandes forças geoeconómicas e pela “guerra económica”? Ou, pelo contrário, abre espaço para mestiçagens, mediações e uma desforra das culturas mais periféricas? O que torna o livro especialmente cativante é que não é apenas uma história de cabos, antenas e empresas. É também uma história das ideias, das teorias e das doutrinas que foram surgindo para explicar (ou justificar) esta nova realidade. Mattelart interroga-se sem dogmatismo: o que ganhámos e o que perdemos com esta compressão do mundo? As respostas não são simples, e é isso que deixa o leitor a pensar muito depois de fechar o livro.

Detalhes

AUTOR:
Armand Mattelart
EDITORA:
Edições Instituto Piaget (Editor)
Obs./ Outros dados:
Ciências Sociais, Política e Sociologia
ANO DA EDIÇÃO:
1997
Nº PÁGINAS:
368